quarta-feira, 22 de julho de 2009
Sangria Celeste
(Camila Costa)
A Alma se encontra em cores,
http://ceraquenti.blogspot.com/
Postado por Leandro Neres às 7/22/2009 08:57:00 AM Marcadores: Poemas, Telas 10 comentários
Imagem em DeviantARTPostado por Leandro Neres às 1/31/2009 04:48:00 PM Marcadores: Poemas 15 comentários
Postado por Leandro Neres às 1/24/2009 08:13:00 PM Marcadores: Poemas 9 comentários
Sobre Lobos
(Poema de André Ricardo Andrade - andreandrade_sl@hotmail.com)
Lobo da Noite
Subindo pela montanha
Sem que os pés toquem o chão
Descobrindo em suas entranhas
Que a água corre com perfeição
Chegando próximo ao céu
Tocando as nuvens brancas
Sentindo o doce véu
Esquecendo o profundo pranto
Sinto-me um lobo da noite
Uivando para lua bela
Olhando as estrelas
Sou sentinela
Lobos
Nada viu e tudo julgou
Nada sentiu
Seu ego predominou
Iluminei a noite quando a luz se apagou
Fui até o sol
Pra sentir o calor
Nadei em um oceano de pedras
Sobre ele flutuei
Encontrei o verde nesta selva
Subi até a montanha
Procurei por aquela visão
E senti na alma a criação
Lobos me viram
A mim vieram
Lobos uivaram
Algo para mim trouxeram
Era o dia, era à noite
Era o sol, era à lua
Lágrimas
Lobos insaciáveis esperam pelo som
Este que soa no interior da alma
Liberdade e igualdade no mesmo tom
Abutres voam rasos
Ursos tornam-se coelhos
Quem antes andava, hoje vive de joelhos
Morcegos voam de dia
Cães não latem mais
O incorreto nos traz
Insanidade apenas cega
A dor não é comum
Saudade com esperança
E as lagrimas mais uma vez correm
Imunes a Morte
Lobos imunes a morte
Artífices do amor
A lamina que um dia me causou um corte
Hoje bebe prantos e terror
Passos evoca a noite
Olhos pesados perdidos
Dançando cegamente
Os mortos de ontem, hoje estão vivos
Percepção
A serpente de fogo surgiu ao norte, nas entranhas do ódio. Ela é grande, não quero que ela chegue até aqui. Partirei em fuga com meu barco pelo denso oceano de gelo.
As ruas estão cheias as vozes não se calam. As pessoas parecem condenadas a esta perpetua rotina. A busca do TER, esquecendo o SER em uma esquina qualquer.
O sol surgiu, as aves levantaram vôo, a água desceu da nascente, o vento começou a soprar. A mais bela das estações estava descoberta. O rio cruzou rapidamente sob a percepção da rocha. Os olhos de cristal brilharam.
O repouso do vento surpreendeu a aurora. O repouso do sol cedeu no agora. A lua apareceu quando o coiote uivou.
Viajante
Aventura é o sangue do viajante
Tanto a conhecer
Na vida, para apenas por um instante
É na hora de morrer
Quando a noite chegar
E o lobo trouxer aventura
Nas águas irá encontrar
A mais bela ternura
O olhar é do cume distante
Que parece desafiar nosso viajante
Seu sangue muito esquenta
E lá está novamente sob vento constante
A Fada de Avalon
Mármores de eterna brancura
Imunes ao passar do tempo
É o lobo sedento que uiva com bravura
Território assombroso
Pântano sem fim
Estrelas solitárias permanecem
Constelações são mundos imperceptíveis
Os olhos dos lobos são o alem
A fada de Avalon procura um, porém
E lá continua o barco
Deslizando na crista de teus longos cabelos
*Poema escrito pelo meu amigo André, amigo-poeta de canções, bandas, vida boemia, estudos e discussões.
Postado por Leandro Neres às 1/07/2009 04:44:00 PM Marcadores: Convidados, Poemas 15 comentários
Postado por Leandro Neres às 12/10/2008 04:14:00 PM Marcadores: Convidados, Poemas 6 comentários
Postado por Leandro Neres às 11/20/2008 07:19:00 PM Marcadores: Convidados, Poemas 11 comentários
Postado por Leandro Neres às 11/18/2008 06:08:00 PM Marcadores: Convidados, Poemas 8 comentários
Postado por Leandro Neres às 10/20/2008 03:49:00 PM Marcadores: Poemas 15 comentários
Postado por Leandro Neres às 10/19/2008 12:03:00 AM Marcadores: Poemas 13 comentários
Postado por Leandro Neres às 10/13/2008 09:33:00 PM Marcadores: Poemas 18 comentários
Postado por Leandro Neres às 9/30/2008 04:00:00 AM Marcadores: Mística, Poemas 11 comentários

Rapsódia em movimento - O convite
Tímida, você? Olho em teus lábios, boca
face cor de maçã, sorriso espontâneo
Aceite, é só um movimento, venha cá
isso, sem pressa, pode rir, ode a alegria
Não se preocupe, isto, está indo bem
vê como não é difícil? Sim, as crianças
elas também dançam, todos aqui
pronto, estamos em sintonia.
Vejo teus olhos fechados, silêncio
estamos só nós dois, sinto teu pulsar
teu coração soa leve, silencia em noturnos
logo se alegra, começa a acelerar, festivo
O movimento é o mesmo, a dança é ímpar
O coração é que muda de intensidade
parece outro tema, minueto, renovemos
nosso amor ao som da inspiração
Sorrimos, já estamos íntimos, somos um
scherzo bailando a canção de circo
já não importa qual é a variação
o movimento se repete, o amor se constrói
Até a sonata infantil nos aproxima
E o salão é nosso, não importa
todos os amantes pensam o mesmo
tudo ao redor é só figuração musical
Postado por Leandro Neres às 9/23/2008 02:39:00 AM Marcadores: Músicas, Poemas 2 comentários
...sea... by ~frida-vl on deviantART
Postado por Leandro Neres às 8/12/2008 10:30:00 AM Marcadores: Poemas 4 comentários
1981
Atentado à segundo.
Triste mulher do lado.
Rei Diamante.
Se foi o chofer da praça.
Cinema novo em luto.
Projeto Brainstorm também.
Cortado. Nasci de assim.
E teve mais.
Postado por Leandro Neres às 8/09/2008 04:55:00 AM Marcadores: Músicas, Poemas 5 comentários
Hate by ~Aurelia24 on deviantART
Eu não te amo mais.
Dou-lhe minhas costas e paz.
Fica melhor compor assim.
E não engasgue, por favor.
A você, infortúnio de dias
sem calma, fique aí, eu
te desprezo, com toda minha angústia
eu te abandono.
objeto de depósito de dores amargas
frias e insanas.
Fica com teu orgulho,
consuma-se em velório e solidão.
Podem até virem te buscar
Não encontrarão, não me ouvem.
É preciso gritar?
Eu não te quero mais!
Postado por Leandro Neres às 8/06/2008 08:02:00 AM Marcadores: Poemas 9 comentários
Desejos vãos
(Florbela Espanca - Livro de Mágoas)
Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras… essas… pisa-as toda a gente!…
Postado por Leandro Neres às 8/05/2008 03:34:00 PM Marcadores: Músicas, Poemas 3 comentários
Kath Bloom - Come Here
Desilusão de um sonho.*
Limosine e os cílios
Ah, querida, com seu lindo rosto
Derrame uma lágrima no meu copo de vinho
Vendo seus grandes olhos
Percebo o que você significa para mim
Bolos ou milkshakes
Sou um anjo desiludido
Sou um desfile de fantasia
Quero que saiba o que penso
Não quero mais que adivinhe
Você não faz idéia de onde vim
Não sabemos para onde estamos indo
Jogados na vida
Como ramificações de um rio
Correndo rio abaixo
Pescados pelo presente
Te levarei. Me levarará
É como deve ser
Você não me conhece
Não me conhece até agora.
*Poeta andarilho em Before Sunrise(1995)
Postado por Leandro Neres às 8/05/2008 01:48:00 AM Marcadores: Músicas, Poemas 4 comentários
Castro Alves "Crime! Pois será crime se a jibóia Morde silvando a planta, que a esmagara? Pois será crime se o jaguar nos dentes Quebra do índio a pérfida taquara? "E nós que somos, pois? Homens? — Loucura! Família, leis e Deus lhes coube em sorte. A família no lar, a lei no mundo... E os anjos do Senhor depois da morte. "Três leitos, que sucedem-se macios, Onde rolam na santa ociosidade... O pai o embala... a lei o acaricia... O padre lhe abre a porta à eternidade. "Sim! Nós somos reptis... Qu'importa a espécie? — A lesma é vil, — o cascavel é bravo. E vens falar de crimes ao cativo? Então não sabes o que é ser escravo!... "Ser escravo — é nascer no alcoice escuro Dos seios infamados da vendida... — Filho da perdição no berço impuro Sem leite para a boca ressequida... "É mais tarde, nas sombras do futuro, Não descobrir estrela foragida... É ver — viajante morto de cansaço — A terra — sem amor!... sem Deus — o espaço! "Ser escravo — é, dos homens repelido, Ser também repelido pela fera; Sendo dos dois irmãos pasto querido, Que o tigre come e o homem dilacera... — É do lodo no lodo sacudido Ver que aqui ou além nada o espera, Que em cada leito novo há mancha nova... No berço... após no toro... após na cova!... "Crime! Quem falou, pobre Maria, Desta palavra estúpida?... Descansa! Foram eles talvez?!... É zombaria... Escarnecem de ti, pobre criança! Pois não vês que morremos todo dia, Debaixo do chicote, que não cansa? Enquanto do assassino a fronte calma Não revela um remorso de sua alma? "Não! Tudo isto é mentira! O que é verdade É que os infames tudo me roubaram... Esperança, trabalho, liberdade Entreguei-lhes em vão... não se fartaram. Quiseram mais... Fatal voracidade! Nos dentes meu amor espedaçaram... Maria! Última estrela de minh'alma! O que é feito de ti, virgem sem palma? "Pomba — em teu ninho as serpes te morderam. Folha — rolaste no paul sombrio. Palmeira — as ventanias te romperam. Corça — afogaram-te as caudais do rio. Pobre flor — no teu cálice beberam, Deixando-o depois triste e vazio... — E tu, irmã! e mãe! e amante minha! Queres que eu guarde a faca na bainha! "Ó minha mãe! ó mártir africana, Que morreste de dor no cativeiro! Ai! sem quebrar aquela jura insana, Que jurei no teu leito derradeiro, No sangue desta raça ímpia, tirana Teu filho vai vingar um povo inteiro!... Vamos, Maria! Cumpra-se o destino... Dize! dize-me o nome do assassino!..." _________________ "Virgem das Dores, Vem dar-me alento, Neste momento De agro sofrer! Para ocultar-lhe Busquei a morte... Mas vence a sorte, Deve assim ser. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . "Pois que seja! Debalde pedi-te, Ai! debalde a teus pés me rojei... Porém antes escuta esta história... Depois dela... O seu nome direi!"
Desespero
Postado por Leandro Neres às 7/28/2008 05:12:00 PM Marcadores: Poemas 5 comentários
Foi lá, depois da estação de trem. Como num quadro pintado por um ambulante. Com um cotidiano qualquer, atravessou. Entre crianças chorando no chão e um velho pitando seu molhado paiêro, avistou. Não eram prodígios, nem se tratava de um Souza Paiol. Ela se foi.Postado por Leandro Neres às 7/21/2008 07:37:00 PM Marcadores: Poemas 11 comentários
Postado por Leandro Neres às 6/22/2008 01:21:00 AM Marcadores: Poemas 0 comentários